Como ser criativo - Parte III "Raciocino e Paixão"
http://criativonaweb.blogspot.com/2009/11/como-ser-criativo-parte-iii-raciocino-e.html
Como já disse Stalimir Vieira no seu livro “Raciocínio Criativo na Publicidade” (eu comendooo) quando estamos iniciando em uma carreira que envolve a criatividade:
“É digna de registro a impressão que eu tinha nessa época de ser um talento desperdiçado, alguém anos-luz à frente dos outros. Incompreendido no arrojo de suas propostas. Um ano depois, pensando que não servia para a coisa, fui contratado. Foi então que compreendi a questão do amadurecimento, do ponto certo, do salto de qualidade. É assim mesmo: você rala, rala, rala e quando pensa que foi tudo em vão descobre, ou descobrem, que está pronto para começar.”
O cara que trabalhou com os estagiários na DPZ dá uns toques para quem está começando na área e alerta: a ansiedade e a presunção atropelam os estagiários, assim como a ingenuidade e a falsa impressão a respeito da profissão que faz com que acreditem que a criação é resultado de repentes mediúnicos só permitidos a alguns dotados por Deus.
Algo que o leva a ser criativo é a paixão, inclusive muito bem falada por Stalimir, ao qual mais uma vez vou deixar explicar melhor aqui.
"Ficar a fim, exatamente como quando uma menina está "a fim de um cara" ou um cara está "a fim de uma menina". A condição psicológica é a mesma. É um tipo de paixão. Em resumo, tira-nos da platéia e nos coloca no palco. Quando nos apaixonamos, nos vemo-nos, de repente, no palco, com a obrigação de interagir com os elementos de cena, de interferir no destino da trama; nossas palavras surtem efeito, o que ouvimos deve ser respondido, afinal não estamos assistindo, estamos fazendo a história”.
Para que a criatividade floresça é preciso estimular a sensibilidade e a capacidade de se envolver com o assunto, ter curiosidade e paixão sincera.
“Você já percebeu que toda pessoa apaixonada se torna, de repente, capaz de escrever pensamentos e poesias? Mesmo alguém que nunca teve a menor vocação para isso. Que força é essa que a faz contrariar todas as definições que a davam como incapaz de expressar, com precisão romântica, seus sentimentos? É a força do compromisso, do efetivo envolvimento, do real engajamento na relação com outra pessoa ou com alguma causa”. (Stalimir)
Um criativo nunca fica indiferente ao que acontece ao seu redor, qualquer informação o leva a reflexão, tanto para encontrar algum sentido como para gerar combinações criativas de dados e formulação de alternativas. Quando se envolve com um assunto, preocupa-se especificamente com ele, sua curiosidade não tem tamanho, ele abraça a causa e questiona até ouvir respostas novas, procura sempre encontrar um novo caminho e quebrar formulas.
“Ele quer experimentar o contrário (e se?), por isso
pensa ao contrário”. Stalimir Vieira
“É digna de registro a impressão que eu tinha nessa época de ser um talento desperdiçado, alguém anos-luz à frente dos outros. Incompreendido no arrojo de suas propostas. Um ano depois, pensando que não servia para a coisa, fui contratado. Foi então que compreendi a questão do amadurecimento, do ponto certo, do salto de qualidade. É assim mesmo: você rala, rala, rala e quando pensa que foi tudo em vão descobre, ou descobrem, que está pronto para começar.”
O cara que trabalhou com os estagiários na DPZ dá uns toques para quem está começando na área e alerta: a ansiedade e a presunção atropelam os estagiários, assim como a ingenuidade e a falsa impressão a respeito da profissão que faz com que acreditem que a criação é resultado de repentes mediúnicos só permitidos a alguns dotados por Deus.
Algo que o leva a ser criativo é a paixão, inclusive muito bem falada por Stalimir, ao qual mais uma vez vou deixar explicar melhor aqui.
"Ficar a fim, exatamente como quando uma menina está "a fim de um cara" ou um cara está "a fim de uma menina". A condição psicológica é a mesma. É um tipo de paixão. Em resumo, tira-nos da platéia e nos coloca no palco. Quando nos apaixonamos, nos vemo-nos, de repente, no palco, com a obrigação de interagir com os elementos de cena, de interferir no destino da trama; nossas palavras surtem efeito, o que ouvimos deve ser respondido, afinal não estamos assistindo, estamos fazendo a história”.
Para que a criatividade floresça é preciso estimular a sensibilidade e a capacidade de se envolver com o assunto, ter curiosidade e paixão sincera.
“Você já percebeu que toda pessoa apaixonada se torna, de repente, capaz de escrever pensamentos e poesias? Mesmo alguém que nunca teve a menor vocação para isso. Que força é essa que a faz contrariar todas as definições que a davam como incapaz de expressar, com precisão romântica, seus sentimentos? É a força do compromisso, do efetivo envolvimento, do real engajamento na relação com outra pessoa ou com alguma causa”. (Stalimir)
Um criativo nunca fica indiferente ao que acontece ao seu redor, qualquer informação o leva a reflexão, tanto para encontrar algum sentido como para gerar combinações criativas de dados e formulação de alternativas. Quando se envolve com um assunto, preocupa-se especificamente com ele, sua curiosidade não tem tamanho, ele abraça a causa e questiona até ouvir respostas novas, procura sempre encontrar um novo caminho e quebrar formulas.
“Ele quer experimentar o contrário (e se?), por isso
pensa ao contrário”. Stalimir Vieira

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