Interpretação de Texto - Como ser compreendido. Parte I
http://criativonaweb.blogspot.com/2010/01/interpretacao-de-texto-como-ser.html
O nome sugere que entendamos um texto, contudo, para quem tem com a escrita uma relação de escritor, onde é preciso saber envolver o leitor e não meramente escrever correto, é preciso compreender por um angulo um pouco diferente, pois, neste caso, mais que compreender, o desejo é de ser compreendido.
Em algumas postagens vou abordar o tema que considero muito relevante para os interessados em escrever (assim como eu) e serem bons redatores. Primeiro, é preciso entender alguns conceitos básicos que mostram o que se deve definir antes mesmo de começar um texto.
Elementos base de uma comunicação:
Emissor – quem fala ou envia uma mensagem.
Receptor – quem recebe a mensagem e a decodifica.
Referente – É a coisa ou pessoa de que se fala.
Canal ou Veiculo – O meio físico e psicológico que interliga emissor e receptor.
Código – Conjunto de sinais aceitos de comum acordo tanto pelo emissor quanto pelo receptor que quando acionado permite estabelecer um ato comunicativo.
Mensagem, fala do discurso – Não é só o que se diz, mas como se diz. (então não há mensagem igual, se os significantes não são iguais os significados também não serão).
Como dá para se ver, todos esses itens tornam a comunicação viável, ou seja, na falta ou falha de alguns desses elementos haverá um ruído que impossibilitará uma comunicação bacana e clara. O próximo passo é definir quem ou o que é prioridade no discurso:
Função Emotiva - o próprio emissor é o foco, há então o uso constante de primeira pessoa verbal; exclamações; interjeições.
Função Conativa - o receptor está em foco, nota-se então o uso do receptor em função de sujeito; vocativos (nome da pessoa); imperativos.
Função Referencial - aqui o referente, ou seja o tema referido, é que tem mais valor, existe então o uso contante de sujeitos da terceira pessoa.
Função Fática - visa uma preocupação com o Canal, ou seja, na busca de chamar a atenção do receptor, o emissor testa o canal (Alô, alô, você está me ouvindo?), procura coloca-lo em funcionamento (Ei! Você aí. Psiu.). No cotidiano percebemos o uso de termos como “né”, “entende”, “viu?”.
Função Metalingüística - atribui maior importância ao código ou língua, a mensagem tem como referencia a própria língua. Por exemplo: O que significa estultícia? Estultícia significa tolice.
Função Poética ou Estética - atribui maior valor a elaboração da mensagem, na busca por palavras mais eufônicas ou que relacionem melhor o significante com o significado (significante é o som da palavra em sua parte concreta / significado é a imagem ou conceito mental que se tem do falado). São recursos poéticos na camada fônica: rima, ritmo, métrica, assonância, aliteração...
Ok, se você já sabe com quem falar, agora é necessário decidir qual a melhor forma de escrever, para isso temos os seguintes formatos de texto:
Narração – que é como contar uma história, uma seqüência de ações que se desenrolam na linha do tempo, assim para criar o ato narrativo é necessária: personagem, ação, espaço e tempo em desenvolvimento.
Descrição – é como pintar um quadro, encara a descrição de um determinado momento como se fosse a foto de um momento.
Dissertação – diz respeito ao desenvolvimento de idéias.
(Obs: quase sempre os textos literários possuem uma composição com os três formatos, para classificá-lo é preciso observar qual o componente predominante)
Agora sim, se já sabe o processo de comunicação, quem é o foco da mensagem e qual o formato do texto, falta então definir como se vai falar:
Normal Culta ou Erudita - É a gramática oficial que determina o que é certo e errado. (ex: vou namorá-la.)
Norma Comum ou Popular - É o uso que o povo faz da língua, motivado principalmente pela mídia.
(ex: vou namorar com ela.)
Norma Coloquial - Falada por indivíduos de instruções média e superior, não tem preocupação com a correção da norma culta, é a linguagem popular, onde se permitem gírias, ditados populares, apelidos, etc.A norma coloquial é tão correta quando a culta.
Norma Vulgar - Falada por pessoas de nível inferior de instrução, uso de muitas gírias e palavras de baixo calão, tons exaltados e excessivamente afetivos.
Existe ainda as normas profissionais, regionais, técnicas, cientificas, esportivas, entre outras.
Valeu gente, me coloco aqui, também, na posição de aprendiz, portanto, já que compartilho com vocês o que sei como redadora, espero que se tiverem algo a compartilhar que possam expor aqui também. Na próxima postagem vou falar o que há em um texto de qualidade e os vicios que podem estragar o seu texto, e curtir também um papo mais gostoso sobre as figuras de linguagem, de suma relevância para tornar um texto envolvente.
Até lá ;)
Em algumas postagens vou abordar o tema que considero muito relevante para os interessados em escrever (assim como eu) e serem bons redatores. Primeiro, é preciso entender alguns conceitos básicos que mostram o que se deve definir antes mesmo de começar um texto.
Elementos base de uma comunicação:
Emissor – quem fala ou envia uma mensagem.
Receptor – quem recebe a mensagem e a decodifica.
Referente – É a coisa ou pessoa de que se fala.
Canal ou Veiculo – O meio físico e psicológico que interliga emissor e receptor.
Código – Conjunto de sinais aceitos de comum acordo tanto pelo emissor quanto pelo receptor que quando acionado permite estabelecer um ato comunicativo.
Mensagem, fala do discurso – Não é só o que se diz, mas como se diz. (então não há mensagem igual, se os significantes não são iguais os significados também não serão).
Como dá para se ver, todos esses itens tornam a comunicação viável, ou seja, na falta ou falha de alguns desses elementos haverá um ruído que impossibilitará uma comunicação bacana e clara. O próximo passo é definir quem ou o que é prioridade no discurso:
Função Emotiva - o próprio emissor é o foco, há então o uso constante de primeira pessoa verbal; exclamações; interjeições.
Função Conativa - o receptor está em foco, nota-se então o uso do receptor em função de sujeito; vocativos (nome da pessoa); imperativos.
Função Referencial - aqui o referente, ou seja o tema referido, é que tem mais valor, existe então o uso contante de sujeitos da terceira pessoa.
Função Fática - visa uma preocupação com o Canal, ou seja, na busca de chamar a atenção do receptor, o emissor testa o canal (Alô, alô, você está me ouvindo?), procura coloca-lo em funcionamento (Ei! Você aí. Psiu.). No cotidiano percebemos o uso de termos como “né”, “entende”, “viu?”.
Função Metalingüística - atribui maior importância ao código ou língua, a mensagem tem como referencia a própria língua. Por exemplo: O que significa estultícia? Estultícia significa tolice.
Função Poética ou Estética - atribui maior valor a elaboração da mensagem, na busca por palavras mais eufônicas ou que relacionem melhor o significante com o significado (significante é o som da palavra em sua parte concreta / significado é a imagem ou conceito mental que se tem do falado). São recursos poéticos na camada fônica: rima, ritmo, métrica, assonância, aliteração...
Ok, se você já sabe com quem falar, agora é necessário decidir qual a melhor forma de escrever, para isso temos os seguintes formatos de texto:
Narração – que é como contar uma história, uma seqüência de ações que se desenrolam na linha do tempo, assim para criar o ato narrativo é necessária: personagem, ação, espaço e tempo em desenvolvimento.
Descrição – é como pintar um quadro, encara a descrição de um determinado momento como se fosse a foto de um momento.
Dissertação – diz respeito ao desenvolvimento de idéias.
(Obs: quase sempre os textos literários possuem uma composição com os três formatos, para classificá-lo é preciso observar qual o componente predominante)
Agora sim, se já sabe o processo de comunicação, quem é o foco da mensagem e qual o formato do texto, falta então definir como se vai falar:
Normal Culta ou Erudita - É a gramática oficial que determina o que é certo e errado. (ex: vou namorá-la.)
Norma Comum ou Popular - É o uso que o povo faz da língua, motivado principalmente pela mídia.
(ex: vou namorar com ela.)
Norma Coloquial - Falada por indivíduos de instruções média e superior, não tem preocupação com a correção da norma culta, é a linguagem popular, onde se permitem gírias, ditados populares, apelidos, etc.A norma coloquial é tão correta quando a culta.
Norma Vulgar - Falada por pessoas de nível inferior de instrução, uso de muitas gírias e palavras de baixo calão, tons exaltados e excessivamente afetivos.
Existe ainda as normas profissionais, regionais, técnicas, cientificas, esportivas, entre outras.
Valeu gente, me coloco aqui, também, na posição de aprendiz, portanto, já que compartilho com vocês o que sei como redadora, espero que se tiverem algo a compartilhar que possam expor aqui também. Na próxima postagem vou falar o que há em um texto de qualidade e os vicios que podem estragar o seu texto, e curtir também um papo mais gostoso sobre as figuras de linguagem, de suma relevância para tornar um texto envolvente.
Até lá ;)


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